| Parkour Vs Esporte Radical urbano O "Blogg" ta meio parado, então resolvi publicar um artigo que eu escrevi a algum tempo atrás... Certa vez, escrevi num artigo anterior que Parkour não era um esporte radical por, basicamente, não ter o propósito de uma "busca por adrenalina". Acho até que errei em me expressar em alguns pontos, quando disse que ao praticarmos Parkour de forma consciente não te dá essa sensação. Belle, inclusive, disse na reportagem feita pra TF1, em 1998, algo do tipo "agora vou dar um salto pra mostrar como pode haver adrenalina no Parkour". Ainda assim, Parkour continua sendo divulgado como esporte radical urbano, ou as vezes só esporte urbano, as vezes só esporte radical.. Porque considero isso errado? Primeiro, esportes são competitivos. Ok, ok, eu mesmo já disse que pela definição do dicionário não consta isso, mas qual esporte não tem competições? Parkour não, pelo menos o Parkour, que foi idealizado por Belle em 1998. Segundo, esportes tem regras. Parkour não tem regra, parkour é uma arte suportada por um simples conceito: eficiência no percurso. Terceiro, esportes não possuem filosofia, não têm conceito mental. São a prática de uma atividade regular, com fins recreativos. Parkour possui filosofia, sem filosofia se torna simplesmente "pular por aí". Quarto, parkour não é uma prática radical. Ele PODE se tornar radical dentro de algumas circunstâncias - que na verdade poucas pessoas tem preparo para fazer mas ainda assim muitas fazem -, mas a prática em si não se deve a esse propósito. Além disso, Belle ao idealizar o Parkour não queria um simples esporte - queria algo que fosse útil pra vida, algo que pudesse ajudar alguem. Diferente de um jogo de futebol, por exemplo, onde o treino e a prática é voltada especificamente pra fins recreativos, do momento, e não te desenvolve nenhuma habilidade para o dia a dia. As vezes também é divulgado como esporte radical URBANO, ou apenas "esporte urbano". Isso limita em definir que o Parkour é um esporte de prática exclusiva na cidade, sendo que não é necessariamente. Aliás, como explicado num texto anterior ("O espírito do Parkour", se você não leu ainda, faça esse favor a si mesmo...), ele nasceu a partir da prática na selva, e posteriormente no campo (onde David morou até se mudar para Lisses). A prática na cidade é um complemento, faz parte, mas não é de forma alguma exclusiva: O conceito é de ser eficiente, e "ultrapassar obstáculos". Obstáculos podem ser encontrados em qualquer ambiente. Uma nota paralela aqui: Parkour foi desenvolvido em Lisses, uma cidade no subúrbio parisiense, onde a arquitetura é bastante favorável pra essa prática. Por isso, no parkour europeu é mostrada muito mais a prática urbana. Ainda no quesito urbano, o Parkour algumas vezes é definido ou interpretado pelo impacto social causado. Claro, essa é uma das consequências da prática, mas de forma alguma faz parte do seu conceito ou objetivo. Pelo contrário, o foco do Parkour é o auto-desenvolvimento, o foco em si, nos seus limites, concentração no movimento, no seu corpo e na sua mente. Mas essa discussão de consequências vs definição vou deixar pra uma outra conversa... Através desse raciocínio, concluímos então que Parkour não é um esporte, não é necessariamente radical, e não é exclusivamente urbano. Por isso ouso dizer que é ERRADO definí-lo como tal. Agradecimentos ao Andi, ex-representante da PAWA na Austria, e uma das pessoas mais influentes no parkour mundial por alguns dos ítens aqui discutidos... |
Sexta-feira, Junho 23, 2006
Segunda-feira, Junho 12, 2006
Treino...
| To postando esse video pra acompanhar os posts sobre condicionamento fisico, esse video tem um exercicio otimo para quase toda parte superior do corpo.
Esse video é parte do meu treino do final de semana, mais especificamente a parte de braço. foram 100 subidas de saut de bras de 10 em 10 (obvio que não tem tudo no video) e entre uma serie e outra fazendo descanso ativo com equilibrios. a ultima cena é um passe muraille fiz 30 no dia pra não cansar a perna, porque treino de perna era no dia seguinte. |
Segunda-feira, Junho 05, 2006
| "Minha idéia, desde o início é ser útil, e pode ajudar os outros. É ser eficiente e chegar lá o mais rápido possível. Se as pessoas querem fazer isso de forma mais artística ou freestyle, eu não tenho nenhum problema com isso - esse é o caminho pelo qual vai evoluir. Não é meu estilo, mas se é o de outros, está perfeito." Vendo essas palavras, começaram os comentários de que agora mortal é Parkour, oficialmente. Fui ao Parkour.net (No primeiro link da reportagem original, passado pelo Bernardo) levar um corte do Andi e do Hebertiste para ter certeza de que não, o Parkour não vai se tornar uma disciplina artística e tudo não passa de um significado que se perdeu na tradução. Quem insistir que deve acreditar na tradução, deve então considerar o seguinte ponto de vista: Ele se refere à evoluções que estão acontecendo à partir do Parkour criando disciplinas novas como o Freestyle, e não que o Parkour evoluirá ao ponto de um cidadão conseguir encontrar uma utilidade para um salto mortal em uma situação de emergência. Enfim, o trecho abaixo explica melhor que eu: Por que você e Sebastian Foucan se separaram através dos anos? Nós seguimos caminhos diferentes. Sebastien queria ficar na dele e fazer uma coisa própria. Como qualquer esporte, como as artes marciais, você tem a base, e depois ela se desenvolve em diferente disciplinas. A mesma coisa está acontecendo com o Parkour, e isso é normal e natural. Quem visitar o Parkour.net pode perceber que eles nem querem discutir o assunto, afinal já está encerrado há tempos. Com isso aprendi que posso dar mortal à vontade e ninguém pode me impedir, eu apenas não devo chamar isso de Parkour. |
Sábado, Junho 03, 2006
| Entrevista com o David Belle, tradução livre e com pressa, ao acordar e ler :D Quem quiser ler a original, tá aqui ou aqui David Belle, co-desenvolvedor [opa :D] do Parkour e estrela do filme 13o Distrito, falou com um jornalista americano por telefone semana passada da França com a ajuda de um tradutor. O jornalista, que pediu para ficar no anonimato para evitar problemas com seus editores, não pode usar a maioria da conversa com Belle na entrevista, então esses pedaços foram cedidos exclusivamente pra AmericanParkour.com na esperança de que traceurs achem que vale a pena ler isso. Como foi vir ao screening do filme no Tribeca Grand em New York no último mês? Foi melhor do que eu imaginei. De primeira, quando estávamos andando pelas ruas de New York estávamos sozinhos, mas quando aparecemos no screening e vimos todo mundo pulando, nós ficamos tocados. Como foi a filmagem no geral? Eu gostei de tudo. Por ter sido meu primeiro filme, tudo era tão novo e animador. Quem sabe, depois de alguns filmes, eu fique mais blasé [nem idéia do que é isso] e mais seletivo, mas agora eu estou principalmente animado porque foi tudo tão novo. Eu quero continuar fazendo filmes enquanto eu puder. Houve muita troca (entre Belle e o diretor Pierre Morel e Cyril Raffaelli). Cyril teve idéias como ir pela janela e agarrar a corda. Nós implementamos coisas dos dois mundos. Você se machucou? Nada aconteceu. Não quebrar nada ou me machucar foi uma grande conquista. O que o Parkour significa pra você atualmente, e o que você gostaria ver acontecer no futuro? É algo que tem que se fazer ao ar livre, e é uma coisa que não pode ser interrompida. É algo para ajudar a ser mais aberto e livre quanto ao mundo lá fora, e não ser invadido pela infraestrutura da cidade. Uma coisa legal seria ter um tipo de código, e criar centros onde se pode treinar e praticar. Eu gostaria de mais organização do que há agora, e de encontrar lugares onde é oficialmente permitido fazer isso. Por que você e Sebastian Foucan se separaram através dos anos? Nós seguimos caminhos diferentes. Sebastien queria ficar na dele e fazer uma coisa própria. Como qualquer esporte, como as artes marciais, você tem a base, e depois ela se desenvolve em diferente disciplinas. A mesma coisa está acontecendo com o Parkour, e isso é normal e natural. Minha idéia, desde o início é ser útil, e pode ajudar os outros. É ser eficiente e chegar lá o mais rápido possível. Se as pessoas querem fazer isso de forma mais artística ou freestyle, eu não tenho nenhum problema com isso - esse é o caminho pelo qual vai evoluir. Não é meu estilo, mas se é o de outros, está perfeito. Descreva o papel do seu pai, Raymond Belle, no seu desenvolvimento como traceur. Eu comecei como bombeiro quando eu tinha 17 ou 18 anos, mas eu já estava preparado fisicamente, graças ao meu pai. Eu não precisava mais dela pra aprender mais coisas. O aspecto físico e ter uma grande força da vontade vieram do meu pai - o trabalho super árduo, e terminando o que eu comecei, tudo veio dele. Você tem alguma palavra de sabedoria para os iniciantes? Não tenha pressa. Tenha tempo para se constituir e atingir uma boa condição física. Quando eu comecei a treinar parkour aos 15 anos, já era quase tarde demais. Meu pai já fazia a mesma coisa quando ele tinha 9 anos de idade. Primeiro, faça. Segundo, faça bem. Terceiro, faça bem e rápido - isso significa que você é um profissional. ===================================================== Considerando que foi tradução francês -> inglês -> português, não sei se algum sentido se perdeu ou se modificou, mas no mais, leiam e tirem as suas prórias conclusões. São as palavras de sempre: A boa condição física é essencial. Busque a força, a eficiência, o altruismo e não tenha pressa, não ultrapasse seus limites. Mas quem disse que todo mundo compreende as palavras de sempre, né? Abraço |



